segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sobre a Profissões: Boxe Profissional

                 Boxe Profissional


Boxe é uma arte marcial que usa apenas os punhos tanto para defesa como para o ataque. A palavra deriva do inglês to box, que significa "bater", ou "bater com os punhos", expressão utilizada na Inglaterra entre 1000 e 1850.
Essa arte é modernamente chamada de "pugilismo", que tem origens diversas como, no latim, em pugil, que significa "lutador com cestus" (que eram um conjunto de correias de couro, placas de ferro e chumbo que guarneciam os punhos dos lutadores romanos da antigüidade), ou em "pugillus", que significa "punho fechado", em forma de soco

História

Combate de boxe
Populares na Inglaterra nos séculos XVIII e XIX, as lutas de boxe com as mãos descobertas eram brutais. O esporte foi reformado em 1867, com as regras de Queensberry, que previam rounds de três minutos e o uso de luvas. Entraram em vigor em 1872. O boxe foi primeiramente considerado esporte olímpico em 688 a.C., na 23ª olimpíada.

O boxe tailandês descende de uma arte marcial chamada muay thai, que incorporou regras e movimentos do boxe inglês, os golpes dados com os punhos são praticamente os mesmos, porém em uma luta de muay thai é permitido usar os cotovelos, os joelhos e as canelas para golpear o adversário.

Caracteristicas gerais

>Para vencer uma luta de boxe, o boxeador deve golpear mais e melhor que seu adversário nos rounds estipulados.
>O ringue de boxe é um quadrilátero, quadrado que pode medir de 4,9 a 7,3 metros de cada lado. Cada canto possui um poste de 145 cm de altura.
>As luvas mais comuns pesam entre 170 e 340 gramas.
>As lutas tem entre quatro a doze rounds de três minutos cada. Nos jogos olímpicos, as lutas são disputadas em apenas quatro rounds de dois minutos.
>Cada luta profissional tem um grupo de cinco jurados.
>O saco de treino pesa entre quarenta e cinquenta quilos. É feito de couro e recheado de serragem ou raspas de pneu. A punching ball, menor do que o saco normal, pesa entre trezentos e quinhentos gramas.

Golpes

Cruzado: o alvo é a lateral da cabeça do adversário.
Direto: golpe frontal.
Jab: golpe normalmente preparatório, mas que às vezes torna-se perigoso.
Upper: desferido de baixo para cima no queixo do oponente.
Hook ou gancho: golpe desferido na linha da cintura do oponente.
Swing: golpe desferido de cima para baixo. é aplicado no maxilar do adversário.

Nocaute
Efeito de provocar a inconsciência do adversário por 10 segundos no mínimo.

Golpes baixos
Os golpes baixos são os aplicados abaixo da cintura e não são permitidos no boxe. Os golpes permitidos são os aplicados na parte frontal do adversário, como no rosto e no abdómen. Se o outro adversário bater em uma dessas partes o mesmo será eliminado.

Categorias

Amador

Mosca ligeiro: 48 kg
Mosca: 51 kg
Galo: 54 kg
Pena: 57 kg
Leve: 60 kg
Meio-Médio-Ligeiro: 64 kg
Meio-Médio: 69 kg
Médio: 75 kg
Meio-Pesado: 81 kg
Pesado: 91 kg
Super-Pesado: acima 91 kg

Profissional

Palha: 47,627 kg
Mosca-Ligeiro: 48,988 kg
Mosca: 50,802 kg
Super-Mosca: 52,163 kg
Galo: 53,524 kg
Super-Galo: 55,338 kg
Pena: 57,153 kg
Super-Pena: 58,967 kg
Leve: 61,235 kg
Super-Leve: 63,503 kg
Meio-Médio-Ligeiro: 66,678 kg
Médio-Ligeiro: 69,853 kg
Médio: 72,575 kg
Super-Médio: 76,204 kg
Meio-Pesado: 79,379 kg
Cruzador: 86,183 kg
Pesado: acima 86,183 kg


O boxe é uma da mais antigas formas de luta. Sete séculos antes de Cristo o esporte já era popular e, no século XVII, já se lutava por dinheiro na Inglaterra. Nos Jogos Olímpicos e Pan-americanos, contudo, a modalidade é amadora.

Os combates têm duração de quatro rounds de dois minutos cada e os atletas devem vestir luvas, botas e protetores bucais, genitais e de cabeça, para preservar sua integridade física. Há duas formas de se definir o vencedor: uma é pela contagem de golpes, aferida pelos juízes; a outra é o nocaute, quando um dos lutadores é derrubado e não consegue prosseguir no combate.

A modalidade é dividida em 11 categorias, segundo o peso dos atletas.


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Sobre as Profissões:Jornalismo


                               Jornalismo

Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações. Também define-se o Jornalismo como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais. Jornalismo é uma atividade de Comunicação.

Ao profissional desta área dá-se o nome de jornalista. O jornalista pode atuar em várias áreas ou veículos de imprensa, como jornais, revistas, televisão, rádio, websites, weblogs, assessorias de imprensa, entre muitos outros.

Notícia :
A notícia é um formato de divulgação de um acontecimento por meios jornalísticos. É a matéria-prima do Jornalismo, normalmente reconhecida como algum dado ou evento socialmente relevante que merece publicação numa mídia. Fatos políticos, sociais, econômicos, culturais, naturais e outros podem ser notícia se afectarem indivíduos ou grupos significativos para um determinado veículo de imprensa. Geralmente, a notícia tem conotação negativa, justamente por ser excepcional, anormal ou de grande impacto social, como acidentes, tragédias, guerras e golpes de estado. Notícias têm valor jornalístico apenas quando acabaram de acontecer, ou quando não foram noticiadas previamente por nenhum veículo. A "arte" do Jornalismo é escolher os assuntos que mais interessam ao público e apresentá-los de modo atraente. Nem todo texto jornalístico é noticioso, mas toda notícia é potencialmente objeto de apuração jornalística.

Quatro fatores principais influenciam na qualidade da notícia:

   1. Novidade: a notícia deve conter informações novas, e não repetir as já conhecidas
  
2. Proximidade: quanto mais próximo do leitor for o local do evento, mais interesse a notícia gera, porque implica mais diretamente na vida do leitor
 
  3. Tamanho: tanto o que for muito grande quanto o que for muito pequeno atrai a atenção do público   4. Relevância: notícia deve ser importante, ou, pelo menos, significativa. Acontecimentos banais, corriqueiros, geralmente não interessam ao público

Notícias chegam aos veículos de imprensa por meio de repórteres, correspondentes, agências de notícias e assessorias de imprensa. Eventualmente, amigos e conhecidos de jornalistas fornecem denúncias, sugestões de pauta, dicas e pistas, às vezes no anonimato, pelo telefone ou por e-mail.


Trabalho do jornalista
A atividade primária do Jornalismo é a observação e descrição de eventos, conhecida como reportagem

    * "O quê" - o fato ocorrido
    * "Quem" - o personagem envolvido    
    * "Onde" - o local do fato
    * "Quando" - o momento do fato
    * "Porquê" - a causa do fato
    * "Como" - o modo como o fato ocorreu


A essência do Jornalismo, entretanto, é a seleção e organização das informações no produto final (jornal, revista, programa de TV etc.), chamada de edição.

O trabalho jornalístico consiste em captação e tratamento escrito, oral, visual ou gráfico, da informação em qualquer uma de suas formas e variedades. O trabalho é normalmente dividido em quatro etapas distintas, cada qual com suas funções e particularidades: pauta, apuração, redação e edição.


    *
A pauta é a seleção dos assuntos que serão abordados. É a etapa de escolha sobre quais indícios ou sugestões devem ser considerados para a publicação final.

    *
A apuração é o processo de averiguar informação em estado bruto (dados, nomes, números etc.). A apuração é feita com documentos e pessoas que fornecem informações, chamadas de fontes. A interação de jornalistas com suas fontes envolve freqüentemente questões de confidencialidade.

    *
A redação é o tratamento das informações apuradas em forma de texto verbal. Pode resultar num texto para ser impresso (em jornais, revistas e sites) ou lido em voz alta (no rádio, na TV e no cinema).

    *
A edição é a finalização do material redigido em produto de comunicação, hierarquizando e coordenando o conteúdo de informações na forma final em que será apresentado. Muitas vezes, é a edição que confere sentido geral às informações coletadas nas etapas anteriores. No jornalismo impresso (jornais e revistas), a edição consiste em revisar e cortar textos de acordo com o espaço de impressão pré-definido. A diagramação é a disposição gráfica do conteúdo e faz parte da edição de impressos. No radiojornalismo, editar significa cortar e justapor trechos sonoros junto a textos de locução, o que no telejornalismo ganha o adicional da edição de imagens em movimento.

Estas três mídias citadas têm limites de espaço e tempo pré-definidos para o conteúdo, o que impõe restrições à edição. No chamado webjornalismo, ciberjornalismo ou "jornalismo online", estes limites teoricamente não existem.
A inexistência destes limites começa pela potencialidade da interação no jornalismo online, o que provoca um borramento entre as fronteiras que separam os papéis do emissor e do receptor, anunciando a figura do interagente. Esta prática tem se difundido como "jornalismo open source", ou o jornalismo de código aberto, onde informações são apuradas, redigidas e publicadas pela comunidade sem a obrigação de serem submetidas às rígidas rotinas de produção e às estruturas organizacionais das empresas de comunicação.



quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sobre as Profissões: Modelo

                              Modelo

Um modelo é uma pessoa que disponibiliza a sua imagem para ser registada em fotografia, pintura, escultura ou desenho. Nesse registo, o objetivo não é a pessoa em si nem a sua personalidade, mas sim uma outra personagem mais ou menos defenida (pelo diretor de cena, que pode ser o fotógrafo, o pintor, o escultor ou o desenhista), para o qual o modelo normalmente representa.

 Modelos na arte
Na pintura e escultura a participação de modelos é secular, se não mesmo milenar. Na antiguidade, os modelos eram utilizados pelos pintores para representar histórias religiosas ou biblícas. Na renascença era comum a utilização de modelos vivos, muitas vezes mulheres de formas generosas, como a Mona lisa, de Leonardo da Vinci. Pintores brasileiros famosos, como Di Cavalcanti, criaram mitos ao eleger uma modelo como motivo condutor, como foi o caso de Marina Montini, eterna musa do pintor.

Ainda hoje, em muitas faculdades de belas artes, em cursos de desenho, pintura ou escultura, utilizam-se modelos nus em nudez artística. Desenhar o nu permite compreender melhor a forma humana e sua interacção com a luz, além da perspectiva do corpo humano, com seus músculos e contornos.
Modelos na moda
Grupo em sessão fotográfica para testes

Manequim, do francês mannequin,é ainda o termo empregado em Portugal para designar o profissional que se veste ou usa roupas e acessórios de determinada marca ou estilista para desfilar perante potenciais clientes num palco próprio, chamado de passarela em Portugal. Comum no Brasil nas décadas de 60 e 70, o termo caiu em desuso na década de 80, dando lugar às denominações Modelo de passarela (ou Modelo fashion), para designar os profissionais que faziam ambos (fotos e passarela), e modelo fotográfico, para os que faziam apenas poses para fotos de editorias, capas, filmagens de produtos comerciais etc., mas não desfilavam, geralmente por falta de estatura. A fotografia de modelos pode ter fins artísticos, experimentais, de entretenimento ou comerciais. Comercialmente é comum utilizar-se modelos para associar a um produto ou serviço, uma ideia de beleza ou êxito.
Na idos de 80, surgiu o fenômeno top model, um grupo de modelos destacados (como Cindy Crawford, Christie Brinkley, Elle MacPherson, Claudia Schiffer, Naomi Campbell, Linda Evangelista, entre outras) que viraram celebridades em suas carreiras. Mais tarde, em meados nos anos 90, o termo supermodelo começou a ser mais empregado para se referir a esse tipo de profissional bem-sucedido.

No início dos anos 2000 uma revista inglesa criou a terminologia übermodel para designar especificamente o sucesso atingido pela modelo brasileira Gisele Bündchen, inédito até então. Übermodel (do alemão über = sobre, mais o termo inglês model = modelo) designa a modelo que faz mais sucesso, é a mais requisitada e conseqüentemente a mais bem paga em seu momento na indústria da moda.

Para além desses termos, há na moda a categoria New Face, que são modelos recém-engajados, que têm potencial mas poucos meses de carreira e estão se profissionalizando. Geralmente disputaram grandes competições de beleza, como o Supermodel of the World ou o Elite Model Look. Já o modelo de prova é o profissional usado por indústrias de confecção para fazer a prova do molde que será usado para a confecção em série.
  
 Profissionalização

A profissionalização no mercado da moda está ao alcance daqueles que conseguirem destacar-se por uma beleza excepcional, junto com carisma, personalidade marcante e profissionalismo. Vencer um dos concursos de beleza do mercado e ter as características físicas procuradas no momento pelas indústrias da moda ou da publicidade facilita o ingresso — embora não garanta a permanência.
Sendo assim, para se tornar um modelo, alguns pré-requisitos indispensáveis são exigidos por todas a agências sérias do mercado. Contudo, as exigências dependerão de cada segmento (moda, publicidade ou arte), visto que modelos artísticos ou de provas tendem a ter um perfil menos específico ou exigente.

                                                                     Perfil feminino ideal

    Mínimo de 1,72 m de altura
    Quadril de no máximo 90 cm
    Ter entre 14 e 25 anos para iniciar a carreira
    Corpo delgado e pernas longilíneas (quando medidas da virilha ao calcanhar, as pernas devem equivaler à metade da extensão total do corpo)
    Manequim 38 (ou perto disso)


                          
                                                                   Perfil masculino ideal
    
       Mínimo 1,82 m de altura
    Corpo definido (pouca porcentagem de gordura), sem ser musculoso nem forte
    Ter entre 17 e 21 anos para iniciar a carreira
    Manequim 38 (ou perto disso)


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sobre as Profissões: Radialista

Radialista
"Aquele que se ocupa da radiodifusão, organizando programas ou deles participando"

Ser radialista é:
Radialista é o profissional que trabalha com meios de comunicação, principalmente com o rádio, podendo atuar também com televisão. O radialista assume inúmeras funções dentro do setor, como por exemplo, direção, roteiro, projetos, criação, e muitos outros, sendo o mais comum a locução. Para isso, deve ter habilidade de prender a atenção do ouvinte, para escutar um programa de entretenimento, a narração de um jogo esportivo, a chamada para uma música, para as notícias do dia ou ainda, informações do trânsito. É preciso lembrar que o ouvinte não pode ver o radialista em uma transmissão, por isso, ele deve saber, através de sua voz, passar a seriedade de uma notícia ou emoção sobre algum fato.

Características necessárias para ser um radialista:
Para ser um bom radialista é muito importante ter uma boa voz, falar bem e saber se expressar corretamente, de maneira que o ouvinte entenda claramente a sua mensagem.
 

Características desejáveis:
    * Boa dicção
    * Domínio pleno da língua portuguesa falada
    * Empatia
    * Boa expressão
    * Saber trabalhar sobre a pressão
    * Agilidade
    * Sensibilidade
    * Boa voz
    * Criatividade
    * Facilidade em lidar com o público
    * Estar diariamente atualizado
    * Conhecer as necessidades e desejos do público

Formação necessária para ser um radialista:
Todos os profissionais da área devem ter o registro profissional de radialistas, emitido pela Delegacia Regional do Trabalho (DRT) para desempenharem suas funções. Para os rádio-jornalistas, aqueles que exercem atividades jornalísticas, de produção e divulgação de notícias, é necessário o diploma de ensino superior em jornalismo, com duração de 4 anos. Para os radialistas de programas musicais, narração esportiva e outros tipos de entretenimento, é requisitado apenas o diploma de conclusão do ensino médio, mas é sempre importante cursos de especialização, para aprimorar-se na profissão.
Há ainda uma outra área do radialismo, em que o profissional pode desempenhar funções técnicas, como a sonoplastia e edição, preparando a matéria antes de ir para o ar, neste caso o profissional pode ser formado no curso superior de Rádio e TV, que tem duração de 4 anos.
Principais atividades de um radialista
As atividades exercidas por um radialista envolvem:
    * Locução de notícias cotidianas e de caráter nacional/internacional;
    * Narração de partidas esportivas;
    * Elaboração de pautas de programas, selecionando as melhores notícias do dia, que serão transmitidas ao ouvinte (no caso dos programas jornalísticos) e seleção musical no caso de programas de entretenimento
    * Edição de programas, selecionando o que irá ao ar
    * Criação de blocos ou programas inteiros para a rádio. Como na elaboração de uma pauta diária, os radialistas se reúnem para atualizarem sua programação
    * Realização de reportagens de rua, entrevistando pessoas com um gravador, sobre determinado assunto.
Áreas de atuação e especialidades:
O radialista pode atuar em empresas de rádio e televisão, trabalhando com produção, edição e locução de programas. Também encontra espaço em empresas de web-rádio, que transmitem programas radiofônicos por meio da internet.
 

Mercado de trabalho:
O mercado de trabalho vem se ampliando, o radialista, com o desenvolvimento da internet, pode encontrar mercado de trabalho nas crescentes empresas de web-rádio, que surgiram há pouco tempo, elas veiculam conteúdo através dos chamados pod-casts, que são formas de publicação de conteúdo de áudio, vídeo ou fotos pela internet. Diversas emissoras de rádio, já têm pod-casts de alguns de seus programas em sites de internet, e outras, apenas apresentam conteúdo on-line, as chamadas web-rádios. Esta é uma opção bastante atraente para os jovens profissionais que se identificam com a utilização de internet para manter-se informado e também como forma de lazer.
Ainda há a opção do profissional encontrar trabalho nas tradicionais emissoras de rádio e televisão, que estão sempre abertas à capacitação de profissionais de qualidade para ampliar seu quadro de funcionários.


terça-feira, 20 de abril de 2010

Sobre as Profissões: Engenharia mecânica

           Engenharia mecânica

A engenharia mecânica é a aplicação de matemática e ciências básicas, principalmente física, na concepção, construção, análise, manutenção e operação de sistemas mecânicos. Sistemas mecânicos são constituidos por elementos físicos, construídos pelo homem ou presentes na natureza.

 Ciências mecânicas
A engenharia mecânica é didaticamente dividida em áreas como a criação que freqüentemente se entrelaçam nos diversos ramos de atuação. Destas áreas, aquelas mais próximas à física são chamadas ciências mecânicas e servem de base teórica às áreas de direta aplicação de engenharia. As ciências mecânicas pouco abordam aspéctos tecnológicos e práticos, tratam de conceitos básicos bem estabelecidos e que muito dificilmente se tornam ultrapassados.
Quantidade de movimento transferída através de pêndulos, objeto de estudo da mecânica geral.

 Mecânica geral
A mecânica geral engloba áreas fundamentais da física, podendo ser separada em estática e dinâmica. Suas abordagens mais conhecidas são: clássica, de Lagrange e a dinâmica dos corpos rígidos. Ainda que a mecânica geral inclua teorias fundamentais de dinâmica, teorias mais sofisticadas a respeito fogem ao tipo de abordagem, que geralmente trata de corpos inflexíveis e é pouco viável para análise de sistemas complexos.

São estudados pela mecânica geral modelos de atrito, inércia, choque mecânico, trabalho e energia, gravitação e quantidade de movimento. Estes conceitos são imprescindíveis ao desenvolvimento das demais áreas de engenharia mecânica

 Dinâmica
A Dinâmica, não só no campo da mecânica, estuda a forma como elementos se comportam e interagem entre si, ao longo do tempo. Considera-se um sistema dinâmico se o estado ou condição em que o mesmo se encontra não depende apenas das forças ou condições momentâneas a que é submetido, mas também depende do estado anterior em que se encontrava. Este tipo de sistema físico geralmente acarreta em modelos matemáticos de equações diferenciais. A análise envolvida pode atingir auto grau de complexidade demandando soluções algébricas sofisticadas ou até se restringindo a simulações numéricas (através de modelos computacionais).
Na mecânica, a dinâmica é empregada em diversos tipos de tecnologia, como suspensão de automóvel, motores, projetos de navios e estruturas offshore, aeronaves, projeto de próteses ósseas etc.
 Controle
A Engenharia de Controle tem como objetivo o desenvolvimento de máquinas acopláveis a sistemas dinâmicos, com a função de modificar o comportamento dos mesmos. Por trás do projeto de controle, envolvem-se as teorias de dinâmica associadas a lógicas de controle.
Os primeiros sistemas de controle foram criados para limitar a velocidade de rotação de máquinas a vapor, no século XVIII. Estes sistemas eram puramente mecânicos. Hoje, são mais comuns dispositivos que envolvem partes eletrônicas e eletromecânicas, contendo sensores, atuadores e controladores digitais, como é o caso dos sistemas de injeção eletrônica de combustível de veículo automotores e piloto automático de navios, aeronaves e mísseis.

 Mecânica dos sólidos

Também conhecida como resistência dos materiais, a mecânica dos sólidos estuda o comportamento de corpos submetidos a esforços mecânicos. Entre as principais teorias, envolvem-se a da elasticidade, plasticidade e estabilidade.

A mecânica dos sólidos é fundamental no desenvolvimento e análise de estruturas e elementos de máquinas, tais como engrenagens, árvores (eixos), mancais, etc. Permite estudar as variações de tensões e deformações ao longo do sólido (ou peça), esseciais ao dimensionamento do mesmo. Para corpos de geometria e carregamento (forças externas) complexos, bem como aqueles constituidos de materiais não-isotrópicos, é necessário utilizar técnicas numéricas assistidas por computador, a fim de determinar os campos de tensão ou deformação, como por exemplo:

    * Método das diferenças finitas;
    * Método dos elementos finitos;
    * Método dos elementos de contorno.


Mercado de Trabalho
Esse mercado está bastante aquecido, principalmente nas montadoras de automóveis, fábricas de autopeças e de alumínio, assim como nas indústrias dos setores petroquímico, metalmecânico e de produção naval. Nesses casos, o profissional é empregado para trabalhos em projetos de linhas de produção, máquinas e equipamentos e em processos de não-isotrópicos. O bom do setor imobiliário, que tende a crescer entre 20 e 30% este ano, eleva a procura por especialistas em maquinário pesado, usado na construção de prédios e em obras em geral, e por equipamentos de refrigeração e energia, como geradores e turbinas hidráulicas. Outro ramo de atividade muito importante é o de manutenção de equipamentos de produção, no qual ingressam os especialistas em mecatrônica. O recém-formado também encontra oferta de emprego no setor aeronáutico. A região Sudeste, por ser o maior pólo da indústria nacional, principalmente no ABC paulista, continua empregando mais. Mas verifica-se um crescimento de demanda nos estados do Sul, com a indústria de equipamentos e automobilística; no Nordeste, com a área de petróleo e autopeças; e na agroindústria, com a necessidade de manutenção dos equipamentos de máquinas agrícolas. O engenheiro mecânico encontra vagas também no pólo petroquímico de Camaçari, na Bahia. MBA, cursos de educação continuada, pós-graduação e até doutorado podem colaborar para melhores conquistas profissionais, principalmente na área de desenvolvimento tecnológico.


segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sobre as Profissões: Fisioterapia


Fisioterapia

A Fisioterapia ou Medicina Física, como é conhecida atualmente, em sentido amplo, é a ciência que estuda o movimento humano e que utiliza recursos físicos no tratamento e cura. Com o sentido restrito à área de saúde, está voltada para o entendimento da estrutura e mecânica do corpo humano. Ela estuda, diagnostica, previne e trata os distúrbios, entre outros, da biomecânica e funcionalidade humana decorrentes de alterações de órgãos e sistemas humanos. Além disso, a Fisioterapia estuda os efeitos benéficos dos recursos físicos e naturais sobre o organismo humano. É a área de atuação do profissional formado em um curso superior de fisioterapia. O fisioterapeuta é capacitado a avaliar, reavaliar, prescrever órteses, próteses, tratamento físico, dar diagnóstico cinesiológio-funcional, prognóstico, intervenção e alta, dentro de sua tipicidade assistencial.
É administrada em consultórios, clínicas, centros de reabilitação, asilos, escolas, clubes, academias, residências, hospitais, empresas, unidades básicas ou especializadas de saúde, pesquisas, entre outros, tanto por serviços públicos como privados.

A fisioterapia atua nas mais diferentes áreas com procedimentos, técnicas, metodologias e abordagens específicas que tem o objetivo de avaliar, tratar, minimizar problemas, prevenir e curar as mais variadas disfunções.
Além disto, a complexidade da profissão reside na necessidade do entendimento global do ser humano através da Anatomia, Citologia, Fisiologia, Embriologia, Histologia, Biofísica,Biomecânica, Bioquímica, Cinesiologia, Farmacologia, Neurociências; além da Antropologia, Ética, Filosofia, Sociologia, Deontologia, Bioimagem (radiogradia, ultrassonografia, ressonância magnética, tomografia, densiometria óssea, etc e outras ciências de formação geral.
O que o Fisioterapeuta faz...


- Colabora na recuperação de pacientes acidentados e portadores de distúrbios neurológicos, cardíacos ou respiratórios.
- Ajuda a restabelecer deficiências musculares do organismo humano causadas por acidentes, má-formação genética ou vício de postura.
- Define que tipo de técnica deve ser aplicada ao paciente para a recuperação física dele, seja aplicação de massagens, recursos mecânicos, agentes naturais como água, ar, luz, pressão, entre outros.
- Trabalha ainda com idosos, gestantes, crianças e portadores de deficiência física e mental. 

Prevenção
A atenção fisioterapêutica propicia o desenvolvimento de ações preventivas primárias, secundárias e terciárias. Mesmo antes da doença atingir o horizonte clínico, ou seja, de exibir sinais e sintomas, podem ser desenvolvidas intervenções preventivas.
Em indivíduos sob atenção do Fisioterapeuta para recuperação funcional de lesões e/ou disfunções, ações preventivas mais complexas podem ser desenvolvidas, como por exemplo, a prevenção de incapacidade respiratória numa vítima de um dado quadro neurológico.
No âmbito da saúde comunitária, podem ser desenvolvidas ações preventivas visando a minimização de disfunções decorrentes de doenças crônico-degenerativas, prevenção de condições biomecanicamente desfavoráveis, escola de postura, dentre outras ações. É crescente a solicitação da sociedade para que o Estado disponibilize com maior efetividade a atenção fisioterapêutica.




sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sobre as Profissões: Piloto Comercial

Piloto comercial
 
O piloto comercial , ao contrário do piloto privado , já pode voar tendo remuneração. Para se tornar um piloto comercial, o piloto precisa voar cerca de 150 horas como piloto comercial, para poder obter o certificado de piloto comercial. No Brasil, este certificado é concedido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

 Decolagem em Linha Aérea

O comandante de aviões, assim como as comissárias de bordo, faz parte da tripulação dos grandes jatos comerciais.
Ser comandante exige muitas responsabilidades e muitos deveres a serem cumpridos: Assim que todos estão a bordo, as portas fechadas com firmeza, e o passadiço, afastado, o comandante, e a tripulação começam uma série de verificações de rotina pré-voo, no seu avião. Ao mesmo tempo, um oficial na praça de estacionamento verifica se todos os veículos estão fora do caminho (exceto o gerador móvel, que fornece energia para ligar os motores, e o trator que reboca o avião para longe do seu lugar).

Agora o comandante se comunica com o controlador em terra - GROUND -, na torre de controle, para solicitar permissão de ligar os motores. Uma vez feito isso o gerador se afasta e a tripulação procede as verificações suplementares (nos motores), o controlador fornece em terra orientações para que a aeronave livre o pátio de estacionamento e informa quais as pistas de taxiamento - TAXIWAYS - deverão ser utilizadas até a pista principal - RUNWAY -. Ao chegar próximo da cabeceira da pista, o comandante pede autorização a torre de controle para ingresso na mesma. Depois de alinhar a aeronave com o eixo vertical da pista de decolagem, a tripulação espera que a torre de controle forneça a autorização final para o início da rolagem na pista.

Depois, com o avião fechado, o comandante acelera os motores, faz verificações suplementares de pré-vôo, solta os freios e finalmente o avião toma grande velocidade ao longo da pista de decolagem. De um modo geral tudo ocorre normalmente. O avião acelera pela pista e decola, mas se alguma coisa ocorre mal, como por exemplo perda de um dos motores, o comandante tem que imediatamente calcular se ainda há espaço para parar o avião com segurança. Marcas na pista de decolagem informam-no quanto a isso. Cada avião tem um mapa que mostra qual a marca da pista de decolagem, além da qual esse tipo de aeronave não pode interromper a descolagem.

Há geralmente um resto de solo livre à frente da pista de decolagem para o caso de qualquer desastre na partida ou na aterrisagem. Para grandes aviões a jato, a pista de decolagem propriamente dita precisa ter 31/2km de comprimento, e de espessura. A superfície é muitas vezes reforçada com nervuras, o que às rodas um bom dominio e ajuda a água da chuva a escorrer depressa. Normalmente o avião alcança até uma altitude segura de mais ou menos 450m. O comandante então reduz os motores para diminuir o barulho até estar bem longe da cidade conforme exigido pelo plano de zoneamento de ruído daquele aeroporto.